Deputado afirmou na CNN que Luís Montenegro havia nomeado um familiar de Silvério Regalado, como presidente do Banco de Fomento, o que não aconteceu
Bruno Nunes, deputado na Assembleia da República eleito pelo Chega, disse na CNN, num espaço de comentário, que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, havia nomeado dois primos, de Vagos, para cargos públicos: Silvério Regalado, como secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, e Gonçalo Regalado, como presidente do Banco de Fomento. Mas, na realidade, apesar de serem ambos oriundos do concelho vaguense e de terem o mesmo apelido, os dois não são familiares. Silvério Regalado já fez questão de desmentir publicamente a afirmação do representante do Chega.
Bruno Nunes falou do “problema todo que aconteceu da nomeação de Silvério Regalado, depois dos ajustes diretos na Câmara Municipal [ao gabinete de advocacia de Montenegro, na altura deputado do PSD]”. E, depois, referiu “o primeiro de Silvério Regalado ser nomeado para o Banco de Fomento, como presidente, quando não tinha currículo para tal”.
“O Zé Regalado é de Vagos e é, de facto, um grande quadro do país. Mas nem somos da mesma família e ainda se dá a curiosidade de termos estado, muitas vezes em desacordo politicamente”, deixou claro Silvério Regalado, na sua página de Facebook, depois de partilhar uma notícia do “Polígrafo” que confirmava a inexistência de qualquer relação familiar entre ambos.
Segundo o antigo presidente da autarquia vaguense, “a mentira em questão, dita e repetida, causa perplexidade em Vagos”. “Mas os milhares de pessoas que veem esta acusação e que são de fora podem, eventualmente, acreditar. Está aqui, de forma clara, o desmentido”, escreveu o secretário de Estado. Silvério Regalado aproveitou a ocasião, ainda, para sublinhar que “na política não pode mesmo valer tudo” e para acusar o Chega de querer “tornar a mentira normal na política”.
S.F.