As quedas na população idosa constituem um grande desafio e podem ter consequências graves, como fraturas (por exemplo da anca), conduzindo muitas vezes a hospitalizações prolongadas, complicações e perda de autonomia.
Existem vários fatores de risco associados ao próprio envelhecimento, como alterações da visão e do equilíbrio, fraqueza muscular, consequências das doenças crónicas e efeitos secundários de alguns medicamentos, mas também vários fatores ambientais e comportamentais que podem ser modificáveis.
Para reduzir o risco de quedas é fundamental adotar várias medidas preventivas, como por exemplo:
- Praticar regularmente atividade física, com exercícios de equilíbrio e fortalecimento muscular;
- Rever periodicamente a medicação habitual;
- Adaptar o domicílio a esta fase de vida: retirar todos os tapetes soltos, adequar a iluminação e colocar barras de apoio no duche e restante casa de banho;
- Evitar o uso de calçado aberto, optando por calçado fechado e com sola antiderrapante.
Com algumas medidas instituídas, é possível melhorar a qualidade de vida e a segurança dos idosos, promovendo a sua autonomia e independência para as suas atividades diárias.
Marta Baptista, médica interna na USF Senhora de Vagos