Desporto
Realizou-se em 10 de janeiro deste ano, em Vagos, na Quinta do Ega, o Corta-Mato Escolar da área educativa de Aveiro (abrange os concelhos do distrito a sul de Ovar), com a participação de mais de 1300 atletas, representando cerca de 50 escolas.
Trata-se de uma prova que já adquiriu tradições em Vagos, uma vez que se realiza neste local há quase 20 anos, aproveitando as excelentes condições da pista e os apoios locais da Camara Municipal e do Agrupamento de Escolas de Vagos.
Vamos, então, analisar quer a organização da prova, quer o Corta-Mato.
A organização
Para o desenvolvimento das modalidades, é normal existirem protocolos entre as Federações Desportivas e a Coordenação Nacional do Desporto Escolar e que têm por objetivo a prática e a captação de atletas para a modalidade; no caso do Atletismo, esse protocolo abrange duas provas: o Corta-Mato e o MegaSprinter (provas de 40 metros e 1000 metros, salto em comprimento e lançamento do peso).
As atividades são desenvolvidas (ensinadas e treinadas) nas turmas, havendo 3 fases de competição: a nível de escola (com a participação dos 5/6 melhores de cada turma), a nível distrital (com os melhores 6 atletas de cada escalão/sexo, representando a sua Escola) e a nível nacional, a 3ª fase, com as melhores equipas de iniciados e juvenis (sub-15 e sub-18) de cada distrito e os 3 primeiros classificados individualmente, por escalão/género.
Este ano, a 3ª fase realizou-se em Coimbra em 14 e 15 de fevereiro, sem a participação de alunos do Agrupamento de Vagos e com o apuramento de Leonor Lopes e de Rodrigo Pequeno (atletas sub-15 e sub-18, ambos do Colégio de Calvão).
É esta prova de nível distrital (a 2ª fase de competição) que se realiza na pista de Vagos há muitos e muitos anos e sempre com excelentes níveis de organização e de satisfação dos intervenientes, embora já se tenha também realizado cá o Corta-Mato Nacional, por duas vezes.
O mesmo se passa com a prova MegaSprinter, cuja 2ª fase (âmbito distrital) se realiza no Estádio Municipal de Vagos desde há muitos anos, tendo-se já também realizado uma fase nacional.
De referir, ainda, que a prova tem uma classificação individual e uma classificação por equipas (contando os 4 primeiros classificados para a classificação coletiva da equipa), que há 4 escalões/género (sub-10; sub-13; sub-15 e sub-18) e que existem provas adaptadas para alunos portadores de deficiências
A pista da Quinta do Ega
Trata-se de uma magnífica pista, enquadrada numa vasta área de grande beleza natural, com um piso adequado e um traçado acessível, com obstáculos naturais e onde já existem rotinas de organização criadas (até porque se realizam, com alguma frequência, provas de Atletismo federado) e onde há certeza quase absoluta de tudo correr bem. Pena é não existirem (pelo menos) sanitários de apoio, sendo que o desejável era uma bateria de balneários.
A participação das escolas de Vagos (Agrupamento, Colégio e Escola Profissional)
O Agrupamento de Escolas teve uma participação muito modesta:
Por equipas: 2º em Infantis-A Femininos; 9º em Juvenis Masculinos; 10º em Iniciados Masculinos e 12º em Infantis-A Masculinos; nos restantes 4 escalões não classificaram 4 atletas.
Já o Colégio de Calvão classificou-se em todos os escalões: 2º em iniciados Masculinos; 3º em Iniciados Feminino e em Juvenis Femininos; 4º em Inf-B Masc e em Inf-B Fem; 5º em Juv Masculinos; 6º em Inf-A Fem e 10º em INf-A Masculinos.
Individualmente e considerando apenas o TOP 10 (10 primeiros classificados por escalão), temos Rodrigo Pequeno (2º, Inic Mas); 3ª Leonor Lopes (Inic Fem); 4º Santiago Oliveira (Inf-B Masc); 4º Tomás Espadilho (Juv Masc); 6º Salvador Mosca ((Inic Masc); 10ª Ana Louro (todos alunos do Colégio de Calvão) e 8º-Rubén Nibra (Juv Masc), aluno do Agrupamento de Escolas de Vagos.
Claro que estas boas classificações apenas serão possíveis quer pelo trabalho sistemático realizado pelas turmas, quer pela dinâmica de colaboração existente entre a escola e os clubes. Existindo em Vagos o GRECAS como grande referência na modalidade, custa muito a compreender os resultados obtidos prelos alunos do Agrupamento de Escolas de Vagos.
O Corta-Mato
Por fim, vem uma breve referência a esta especialidade do Atletismo, com algumas explicações que ajudem a compreender esta prova: o Corta-Mato é um desporto originariamente inglês, criado no início do século XIX e que com o tempo evoluiu para o atual formato. Pratica-se em terreno normalmente acidentado, com um piso natural (erva, relva, areia, lama, mata, água), tendo duas classificações-uma individual e outra coletiva e realiza-se habitualmente no outono/inverno e, por isso, não integra o programa olímpico, cujos jogos se realizam no verão.
As distâncias variam entre 2 a 5000 metros para as provas femininas e até 12000 metros para as provas masculinas.
Trata-se de uma especialidade onde Portugal tem tradições: Paulo Guerra foi 4 vezes Campeão Europeu e Carlos Lopes 3 vezes Campeão do Mundo mas, atualmente, o(a)s atletas africanos dominam completamente as provas.
Paulo Branco

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